CID-F (transtornos mentais e comportamentais) já é a 3ª maior causa de afastamento INSS e cresce 30% ao ano. Esperar a primeira ação trabalhista é tarde.
Os 4 indicadores que importam
1. Turnover voluntário por área
Demissão a pedido > demissão sem causa é sinal de clima ruim. Se um setor específico tem turnover voluntário 2x maior que a empresa, investigue.
2. Absenteísmo por área
Acima de 4% mensal sustentado por 3 meses = alerta. Cruzar com CID das licenças.
3. Afastamentos CID-F por área
Qualquer afastamento INSS com código F entra como suspeita de adoecimento ocupacional. Acumular 2+ no mesmo setor em 6 meses = risco substancial.
4. Pulse Survey — tendência de declínio
Score de "carga de trabalho" caindo 3 ondas consecutivas em uma área = intervenção obrigatória.
Como cruzar com NR-1 psicossocial
Portaria 1.419/2024 exige plano de ação para fator psicossocial substancial. Os indicadores acima alimentam o inventário de riscos automaticamente.
O custo de ignorar
- Processo trabalhista por adoecimento ocupacional: mediana R$ 95k
- Custo de reposição: 30-50% do salário anual
- Perda de produtividade da equipe restante: ~20% por 90 dias
- Reputação como empregador: efeito multiplicador em Glassdoor/LinkedIn
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